O Antigo Egito é a referência máxima em perfumes e cosméticos. Berço da farmácia e da medicina aromática, as preciosas substâncias usadas cresciam no Vale do Nilo, como o lótus, o terebentino, a rosa e o jasmim, ou vinham de todas as partes do mundo: rosas da Síria, mirra olíbano, ládano e canela da Babilônia, Etiópia, Somália, Pérsia e Índia.
A partir de 2000 a.C, os faraós enviam expedições ao reino de Punt, na África Oriental (onde hoje se localizam a Somália e parte da Etiópia), para negociar o incenso e a mirra. Outras expedições orientais forneciam benjoim, cedro, gálbano, abrindo caminho para as caravanas do Extremo Oriente, que traziam o musgo, as especiarias e o âmbar.

As preparações nos templos eram supervisionadas pelo sacerdote, que lia fórmulas e entoava cânticos enquanto os alunos misturavam os ingredientes. A pilverização, maceração e outras operações podiam prosseguir durante meses até que fosse obtida a delicada fragância para uso nas cerimônias.
Mas a perfumaria não estava restrita a questões espirituais, mas tinham também função social, sexual, artística e de cuidados com a saúde. Os Egípcios davam extrema importância à saúde e à higiene e conheciam como ninguém os efeitos dos perfumes e substâncias aromáticas no corpo e na mente.
Muitos preparados eram usados tanto pelas suas qualidades fragantes quanto pelo seu poder de cura. O ‘Kyphi’, por exemplo, perfume famoso em todo o mundo, era antisséptico, balsâmico e tranquilizante, e podia ser também usado internamente. Composto por um grande número de ingredientes, no templo de Edfu podem-se ver instruções e receitas em hieroglifos.
Seus produtos gozavam de muita fama: os fenícios exportavam seus luxuosos unguentos, óleos perfumados, cremes e vinhos aromáticos para todo o mediterrâneo e península arábica.

O embalsamento era um dos principais usus das substâncias aromáticas. Depois da retirada de órgãos internos do corpo, perfumes, resinas e preparados fragantes eram introduzidos. Essas substâncias apresentavam poder antisséptico tão grande que os tecidos ainda se apresentam em bom estado, milhares de anos depois. No século XVII, colocavam-se à venda na Europa, múmias que os médicos destilavam e usavam como ingredientes de inúmeros remédios.
Os Egípcios dominavam a arte dos perfumes complexos e mesmo em período tão remoto já conseguiam sintetizar algumas matérias primas.

Na imagem ao lado, o que está sobre a cabeça da figura do homem é um cone aromatico.

Fontes:
Aromaterapia – Marcel Lavabre
A arte dos Perfumes – Nicolas de Barry
Imagem:http://www.fragrantica.com/perfume/Olympic-Orchids-Artisan-Perfumes/Kyphi-13978.html

 

 

Egypt cosmetic

fonte da imagem: http://blog.hellomagazine.com/yesterface/2013/01/ancient-egyptian-cosmeti-tools-british-museum-display.html