A mulher preta na arte, entre linguagens, poéticas e militâncias” discute gênero e raça na Estação Cultura em Campinas

A curadora e artista Andrea Mendes reúne em sua nova exposição 12 artistas pretas de Campinas e região com o objetivo de discutir o racismo, a política, o amor, a ancestralidade, as origens, o machismo e o espaço da mulher preta na arte. A exposição representa diversas linguagens, como desenho, fotografia, pintura, poesia, audiovisual, performance e instalação e permanece na entrada principal da Estação Cultura até o dia 10 de dezembro.

Andrea Mendes, Daíse Silva, Francielle Costacurta, Helen Aguiar, Jéssica Paulino, Lubaya Rocha, Marla Rodrigues, Monique dos Santos, Natasha Rodrigues, Brenda Nicole, Thayara Magalhães, Thais Silva e Vick Aisha são as expositoras que, cada uma a seu modo, representaram-se ou a outras mulheres pretas em diversos aspectos da vida cotidiana. Universidade, relações amorosas, familiares, dificuldades na representação e medos de mulheres pretas foram alguns dos temas discutidos com o público de aproximadamente sessenta pessoas que esteve no coquetel de abertura, no dia 19 de novembro, véspera do feriado da Consciência Negra.

Andrea Mendes é arte educadora, artista visual, performer, curadora e militante do movimento negro. Entre os trabalhos, está a curadoria da Exposição Pretitudes no MIS Campinas, em 2016 e a exposição Memórias Históricas do Hip Hop Interior 019, dedicada exclusivamente a contar a história do Movimento Hip-Hop na Região de Campinas. Ela também desenvolve pesquisas sobre raça e gênero.

A convite da Fabiana Ribeiro Curadora do Espaço de Arte da Estação Cultura e com apoio do Núcleo de Consciência Negra Teresa de Benguela da PUC-Campinas, do Ponto de Cultura e Memória Ibaô, do Grupo Kilombagem, da Casa Coletiva Margem31, da CEPIR – Coordenadoria Especial de Promoção da Igualdade Racial e SMPDC – Centro de Referência em Direitos Humanos na Prevenção e Combate ao Racismo, a exposição é um trabalho importante para quem quer compartilhar ou entender o que é ser mulher preta nos dias atuais. Como parte desse grupo, me senti representada ao ver tantas mulheres pretas, com diversas tonalidades, cabelos de diversas texturas, com lutas, angústias e vitórias tão similares, em diferentes narrativas.

Por fim, é gratificante perceber que estamos conquistando esses espaços e, para além disso, estamos juntas, em um verdadeiro Ubuntu: “eu sou porque nós somos.”

Thalyta Martina

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Fotos Crisley Caroline