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Quando; De 18 a 26 de Janeiro

Dias 2 ª,3 ª, 4ª e 5ª feiras, das 18h às 21h.

Dia 25 feriado na cidade de São  Paulo  não  haverá  curso.

Onde; Aparelha Luzia

Endereço: Rua Apa, 78 – Próximo ao metrô marechal deodoro (linha vermelha).

Confirme participação pelo e-mail contatos@kilombagem.org (nome, escolaridade, bairro e cor/raça)

 

 

Haverá certificados.

INSCRIÇÕES ENCERRADAS!

EMENTA:
Este curso tem como proposta refletir a conjuntura social a partir de uma perspectiva ideológica capaz de abranger as particularidades de formação e desenvolvimento do racismo, do machismo e do capitalismo dentro e fora da diáspora africana. Pretende-se fomentar por meio de debates que possibilitem reflexões e provocações em torno da luta classes em tempos de uma pós modernidade que decretou o fim da história. Diante da necessidade de pensar e de compreender nossas relações, elencamos alguns questionamentos: Qual o papel da Democracia na criação e expansão dos estados modernos. ?  O que é a política? O que nós negros pobres da temos a ver com a crise econômica e política? Qual a relação entre capitalismo e racismo? A luta antirracista é uma pauta da esquerda? Entre direita e esquerda porque não devemos ser direita?Como travar a luta contra o racismo sem cair nas armadilhas liberais? Qual a importância da divisão sexual do trabalho em sociedades racistas de formação escravocrata?

 

Programação:

18/01 e 19\01 – “Raça, Classe e Gênero: o que  Ângela Davis quis dizer com isso, afinal?” com Jaque Conceição

 18/01 – Encontro 1 – Vamos falar de liberdade

Nesse encontro, vamos debater como Ângela Davis operacionaliza o conceito de liberdade, a partir das contribuições da Teoria Critica da Sociedade. Vamos centrar nossas analises, nos textos publicados em 1970, que são a transcrição de sua aula inaugural na UCLA no outono de 1969.

Referência bibliográfica

DAVIS, Angela. Lecturen on libertation. Parts 1 and 2. New Radom: New York, 1970.

HERBERT, Marcuse. A ideologia da sociedade industrial. Unesp: São Paulo, 1987.

19\01  – Encontro 2 – Vamos falar de racismo e feminismo

Nesse encontro, vamos debater os aspectos metodológicos de Mulher, raça e classe. Embora, existam outros materiais tão relevantes quanto a obra citada, a sua recente tradução e lançamento no Brasil, coloca o livro, em evidência, contribuindo para a popularização do pensamento da autora.

Referência bibliográfica

ADORNO, Theodor. Dialética do esclarecimento. Zahar: Rio de Janeiro, 2001.

DAVIS, Ângela. Mulher, raça e classe. Boitempo: São Paulo, 2016.

 

23 e 24\01 – Capital, Trabalho, Racismo e Imigração  com Marcio Farias

O objetivo destes encontros é assinalar algumas premissas basilares da relação entre imigração contemporânea e economia política, averiguando tendências estruturais do fenômeno social da migração sob a égide do capital, bem como aspectos conjunturais. Nesse sentido, busca-se uma contrapartida analítica em relação ao establishment acadêmico sobre o tema em questão, apontando a necessidade de correlacionar imigração, racismo, xenofobia, sexismo/gênero com as relações sociais de produção.

23\01 – Encontro 1

Neste encontro discutiremos os elementos estruturais do processo migratório sob a égide do capital, bem como sua face contemporânea em relação ao centro do capital e a periferia. Para tanto, pretende se debater os conceitos de Estado, nação e Povo; Mobilidade do Trabalho e Relações Sociais de Produção; Racismo como Ideologia; Raça como antinomia da modernidade.

Bibliografia Básica

GAUDEMAR, J. P.. Mobilidade do trabalho e acumulação do capital. Lisboa: Estampa 1977 ( Prefácio, Introdução, Cap 1.Problemas e riscos de uma situação teórica da mobilidade do trabalho;);

BARAN, P; S, Paul. Capitalismo monopolista. Rio de Janeiro: Zahar, 1966. (Cap. 9 Capitalismo Monopolista e Relações Raciais);

RODNEY, W. Como a Europa Subdesenvolveu a África. Lisboa, Seara Nova, 1975. (Cap. 5 Item 5.1 Exportação de Mais Valia Africana no colonialismo). (Online)

FARIAS, M. Imigração na sociedade contemporânea: reestruturação produtiva do capital e das relações sociais de produção. Revista Observatório Itaú Cultural. N 21(nov.2016/maio 2017)- São Paulo: Itaú Cultural, 2017. (Online).

Bibliografia Complementar

BRAZ, M & NETO, J.P. Economia política: uma introdução . São Paulo: Cortez,2012.

CHESNAIS, F. A mundialização do capital . São Paulo: Xamã, 1996

HARVEY, D. Condição pós-moderna: uma pesquisa sobre as origens da mudança cultural . São Paulo: Loyola, 1996

 

24\01 – Encontro 2

Nesta aula pretende se discutir a inserção do Brasil na globalização e as múltiplas veredas do processo migratório para o país. Assim sendo, o debate sobre emigração e imigração, relações sociais de produção e as condições de trabalho, relações raciais e de gênero.

Bibliografia Básica

BADI, M.K. Las migraciones africanas en la era de la globalión:luces e sombras. In MALOMALO, B; FONSECA, D.J.; BADI, M.K.(Org). Diáspora Africana e migração na era da globalização: experiência de refúgio, estudo, trabalho. Curitiba: CRV, 2015.

SOUZA, L.F. Estudantes african@s Migrantes: vivências e perspectivas na passagem do meio para qualificação. In MALOMALO, B; FONSECA, D.J.; BADI, M.K.(Org). Diáspora Africana e migração na era da globalização: experiência de refúgio, estudo, trabalho. Curitiba: CRV, 2015

VILLEN, P. A nova configuração da imigração no Brasil sob a ótica do trabalho. In. ANTUNES, R. (ORG). Riqueza e miséria do trabalho no Brasil III. São Paulo: Boitempo, 2014.

Bibliografia Complementar

ALVES, G. A. P. Trabalho e subjetividade ­ O “espírito do toyotismo” na era do capitalismo manipulatório. São Paulo: Editora Boitempo, 2011.

BASSO,P.Imigração na Europa.In.ANTUNES, R. (Org) A riqueza e a miséria do trabalho II. São Paulo: Boitempo,2014).

BAENINGER, R. & SIMAI, S. Racismo e sua negação: O caso dos imigrantes bolivianos em São Paulo. Travessia: Revista do migrante, 2011; Nº 68,JAN/JUN.

 

26\01 – Encerramento com Buia Kalunga e convidadas\os em  “Beneditas “  intervenções artísticas com musica  e poesia.

Se venha, o mic estará aberto à rebeldia, à beleza e à  nós!

 

Palestrantes:

Jaque Conceição – Graduada em Pedagogia (2009) pelo Centro Universitário São Camilo, é Mestre em Educação: História, Política, Sociedade (2014) pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Articuladora do Coletivo Di Jejê, pesquisa a luz da Teoria Critica da Sociedade, especialmente as contribuições de Herbert Marcuse, Theodor W. Adorno e Angela Y. Davis. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação em Periferias Urbanas; e, experiência com políticas publicas, gestão de projetos sociais, debates e pesquisas sobre racismo e formação na perspectiva da Teoria Critica da Sociedade e também na formação continuada de professores e educadores sociais. Atua no campo dos Direitos Humanos desde 1995, com ênfase nas áreas: relações de gênero e raça, juventude e criminologia juvenil (medidas socioeducativas). Possuiu publicações sobre gênero, funk, juventude, racismo, sistema prisional e políticas sociais (artigos autorais e traduções) em revistas científicas e revistas de circulação não acadêmica. Recentemente atua com pesquisa, formação e disseminação de conhecimento sobre a formação do indivíduo negro (na perspectiva da Teoria Critica da Sociedade) no Brasil, e as relações entre feminismo/feminino na cultura tradicional de matriz africana presente no candomblé. Ainda dedica-se a elaboração do projeto de pesquisa de doutorado sobre a intelectual, professora e filosofa norte americana Angela Yvonne Davis. Militante dos coletivos culturais da Cidade de São Paulo, membro do Fórum dos Direitos da Criança e do Adolescente da Freguesia do Ó e Brasilândia desde 1998, também atua no movimento negro, situando-se no campo da luta pela defesa dos direitos e garantias das mulheres negras, e pelo fim do genocídio da juventude preta.

Marcio Farias – Possui graduação em Psicologia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (2011). Atualmente é mestrando em Psicologia Social na PUC(SP) e educador do Museu Afro Brasil. Pesquisador do NEGRI PUC SP (Núcleo de Estudos de Gênero, Raça e Idade) , co- coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas Afro Americanos de São Paulo (NEAFRO/SP) e Bolsista CNPq. Tem experiência em pesquisa e estudos sobre pensamento social brasileiro e relações raciais no Brasil; Negritude e Marxismo no Brasil; Juventude, Cultura e Resistência; Psicologia, Educação, Arte e Cultura lei a mais: http://nepafro.webnode.com/products/marciofarias/

Coordenação: Bergman de Paula Pereira –  Historiadora, formada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo(2009); mestranda em Ciências Humanas e Sociais na  Universidade Federal do ABC; Membra do coletivo preto de esquerda Kilombagem; Coordenadora do curso  de Formação e Capacitação de Educadores Sociais para a Implementação da Lei 10.639/03; Idealizadora e produtora do documentário Memórias de Vila Joaniza. Produtora cultural baile das “Beneditas”.

 

 

Realização:

 

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Aparelha Luzia e Kilombagem.

 

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Coordenação: Bergman de Paula Pereira - Historiadora, formada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo(2009); mestranda em Ciências Humanas e Sociais na Universidade Federal do ABC; Membra do coletivo preto de esquerda Kilombagem; Coordenadora do curso de Formação e Capacitação de Educadores Sociais para a Implementação da Lei 10.639/03; Idealizadora e produtora do documentário Memórias de Vila Joaniza. Produtora cultural baile das “Beneditas".
  • Ola Simone, o certificado já esta disponível aqui mesmo no site! É nois!

  • simone

    Salve! Gostaria de saber quando estará disponivel o cerificado e a avaliação do curso.

  • ola , bom dia, pessoas bunitas, estou com duvidas se poderei participar hoje, pois recebi um emeio apenas agradecendo a confirmacao ,,alguem poderia por gentileza confirmar se estou inscrita ..afetuosamente ,selma ..

  • Olá Eliana,

    O curso é gratuito.

  • Eliana

    Qual o valor?

  • Olá Gisele,

    O curso é gratuito.

  • Gisele Matos Chaves

    Valor do investimento?